Há muitos fatores do veículo que influem na performance dos pneus, além da correta manutenção da pressão, incluindo-se o sistema de freio, as condições do sistema de suspensão e a manutenção e localização da quinta roda. Entretanto, o fator que mais afeta a vida útil dos pneus é o alinhamento dos eixos.
Os benefícios do alinhamento são:
1 - Redução no desgaste dos pneus;
2 - Redução do consumo no combustível;
3 - Aumento da estabilidade direcional do veículo.
O alinhamento não se refere só aos vários ângulos da geometria dos eixos de direção, mas também ao paralelismo necessário a todos os veículos.
Os principais são:
CASTER: Caster é o ângulo formado pela inclinação longitudinal do pino-mestre em relação a um plano vertical, o ângulo A, que permite o auto-retorno das rodas dianteiras à sua posição primitiva após uma curva. Se este valor não for o correto para as duas rodas, o veículo tenderá a puxar para o lado cuja a roda estiver mais atrasada, provocando arrasto e desgaste irregular dos pneus.
PINO-MESTRE: "Ângulo Pino-mestre" é o ângulo formado pela inclinação transversal do pino-mestre em relação a um plano vertical (ângulo B). Este ângulo facilita as manobras de estacionamento, diminuindo o esforço da direção.
PARALELISMO DOS CONJUNTOS PNEUMÁTICOS DO EIXO DE DIREÇÃO: Para cada tipo e modelo de veículo é recomendado um determinado valor de convergência para compensar a tendência de abertura das rodas devido à resistência ao rolamento dos pneus e às folgas dos cubos de direção. Caso a convergência (ou divergência) esteja fora das especificações, o reflexo será o desgaste irregular e prematuro dos pneus.
CAMBER: É o ângulo de inclinação da roda em relação ao plano vertical. Os valores especificados são normalmente mínimos, variando geralmente de nulo a positivo. Este ângulo, durante a marcha e sob a ação de carga, tende a se anular, de maneira que as rodas fiquem perpendiculares ao solo. Ângulo incorreto causa anomalias na direção do veículo e desgaste irregular nos pneus.
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Ao dirigir um veículo, notamos que, a partir de uma determinada velocidade, uma vibração é sentida no volante.
Esta vibração pode ser causada pelo desbalanceamento das rodas. Rodas desbalanceadas causam danos mecânicos aos veículos, diminuindo a vida útil dos terminais de direção, dos amortecedores, das buchas e, principalmente, provocam desgaste irregular e prematuro dos pneus, além de causar desconforto ao motorista.
No conjunto pneu, câmara e, eventualmente, protetor e roda, as massas estão distribuídas irregularmente, ocasionando vários tipos de vibrações que são transmitidas das rodas para o veículo, tanto através do sistema de direção como das suspensões e do eixo traseiro.
O fenômeno de vibração manifesta-se a cada giro de roda e sua intensidade e freqüência aumentam proporcionalmente à velocidade de rotação. Para que estas vibrações sejam eliminadas, recorre-se ao balanceamento.
Sua finalidade é compensar o desequilíbrio causado pela distribuição irregular das massas através do uso de contrapesos em determinados pontos da roda. Ao montar um conjunto de rodas duplas, devemos sempre observar a colocação das válvulas, que deverão situar-se uma oposta à outra, a fim de proporcionar melhor distribuição das massas.
O balanceamento pode ser dinâmico e estático.
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